Entendendo o SPAM

 

Spam é o termo usado para se referir aos e-mails não solicitados, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas. Quando o conteúdo é exclusivamente comercial, este tipo de mensagem também é referenciada como UCE (do ingles Unsolicited Commercial E-mail).

Quais são os problemas que o spam pode causar para um usuário da Internet ?

Os usuários do serviço de correio eletrônico podem ser afetados de diversas formas. Alguns exemplos são:

Não recebimento de e-mails.
Boa parte dos provedores de Internet limita o tamanho da caixa postal do usuário no seu servidor. Caso o número de spams recebidos seja muito grande o usuário corre o risco de ter sua caixa postal lotada com mensagens não solicitadas. Se isto ocorrer, o usuário não conseguirá mais receber e-mails e, até que possa liberar espaço em sua caixa postal, todas as mensagens recebidas serão devolvidas ao remetente.
O usuário também pode deixar de receber e-mails em casos onde estejam sendo utilizadas regras anti-spam ineficientes, por exemplo, classificando como spam mensagens legítimas.

Gasto desnecessário de tempo.
Para cada spam recebido, o usuário necessita gastar um determinado tempo para ler, identificar o e-mail como spam e removê-lo da caixa postal.

Aumento de custos.
Independentemente do tipo de acesso a Internet utilizado, quem paga a conta pelo envio do spam é quem o recebe. Por exemplo, para um usuário que utiliza acesso discado a Internet, cada spam representa alguns segundos a mais de ligação que ele estará pagando.

Perda de produtividade.
Para quem utiliza o e-mail como uma ferramenta de trabalho, o recebimento de spams aumenta o tempo dedicado á tarefa de leitura de e-mails, além de existir a chance de mensagens importantes não serem lidas, serem lidas com atraso ou apagadas por engano.

Conteúdo impróprio ou ofensivo.
Como a maior parte dos spams são enviados para conjuntos aleatórios de endereços de e-mail, é bem provável que o usuário receba mensagens com conteúdo que julgue impróprio ou ofensivo.

Prejuízos financeiros causados por fraude.
O spam tem sido amplamente utilizado como veículo para disseminar esquemas fraudulentos, que tentam induzir o usuário a acessar páginas clonadas de instituições financeiras ou a instalar programas maliciosos projetados para furtar dados pessoais e financeiros.
Este tipo de spam é conhecido como phishing/scam . O usuário pode sofrer grandes prejuízos financeiros, caso forneça as informações ou execute as instruções solicitadas neste tipo de mensagem fraudulenta.

 

Aprenda a identificar mensagens falsas

•Desconfie de mensagens que solicitam qualquer tipo de informação pessoal ou bancária;
• Não abra ou execute arquivos anexados.
• Não clique em links de mensagens suspeitas.
• Não acredite em prêmios e produtos grátis;
• Não faça download de arquivos e programas;
• Desconfie de mensagens que pedem confirmação de recebimento;
• Atenção para erros gramaticais e qualidade das imagens.

 

Como os spammers conseguem endereços de e-mail?

Os spammers utilizam diversas formas para obter endereços de e-mail, desde a compra de bancos de dados com e-mails variados, até a produção de suas prróprias listas de e-mails obtidos via programas maliciosos, harvesting e ataques de dicionário.

A obtenção através de programas maliciosos é possivel devido á grande ligação entre os spammers e aqueles que desenvolvem estes programas. Um programa malicioso, muitas vezes, é projetado também para varrer o computador onde foi instalado em busca de endereços de e-mail, por exemplo, na lista de endereços (address book) do usuário. Os endereços de e-mail coletados são, então, repassados para os spammers.

Já o harvesting é uma técnica utilizada por spammers que consiste em varrer páginas Web, arquivos de listas de discussão, entre outros, em busca de endereços de e-mail.
Muitas vezes, os endereços de e-mail aparecem de forma ofuscada. Exemplos são as páginas Web ou listas de discussão que apresentam os endereços de e-mail com o "@" substituido por "(at)" e os pontos substituidos pela palavra "dot".

Vale lembrar, entretanto, que os programas que implementam as técnicas de harvesting utilizadas pelos spammers podem prever estas substituições.
Nos ataques de dicionário, por sua vez, o spammer forma endereços de e-mail a partir de listas de nomes de pessoas, de palavras presentes em dicionários e/ou da combinação de caracteres alfanuméricos.

Como os spammers confirmam que um endereço de e-mail existe?

Os spammers utilizam vários artificios para confirmar a existência de endereços de e-mail.
Um destes artificios consiste em enviar mensagens para os endereços formados em ataques de dicionários e, com base nas respostas enviadas pelo servidores de e-mail que receberam as mensagens, identificar quais endereços são válidos e quais não são.
Outro artificio largamente utilizado é a inclusão no spam de um suposto mecanismo para a remoção da lista de e-mails, que pode ser um link ou endereço de e-mail. Ao receberem uma solicitação de remoção, os spammers confirmam que o endereço de e-mail é válido e realmente alguém o utiliza.
Uma outra forma para verificar endereços é o Web bug.
Web bug é uma imagem, normalmente muito pequena e invisivel, que faz parte de uma página Web ou de uma mensagem de e-mail, e que é projetada para monitorar quem está acessando esta página Web ou mensagem de e-mail.
Quando o Web bug é visualizado, diversas informações são armazenadas no servidor onde está hospedado, tais como: o enderec¸o IP do computador que o acessou, a URL completa da imagem que corresponde ao Web bug, o horário em que foi visualizado, etc.
Por exemplo, um spammer poderia utilizar Web bugs para a validação de endereços de e-mail da seguinte forma:
• criando a imagem do Web bug com o nome do endereço de e-mail que quer validar;
Exemplo: fulano.png
• hospedando o Web bug em um servidor onde tenha acesso a informações que serão geradas quando o Web bug for visualizado;
• criando uma mensagem de e-mail no formato HTML, que tenha em seu conteúdo a URL completa da imagem correspondente ao Web bug;
Exemplo: http://www.dominio-do-spammer.example.org/fulano.png
• enviando a mensagem criada para o enderec¸o de e-mail a ser validado.
Exemplo: fulano@dominio-do-fulano.example.org
Quando o usuário "fulano" abre a mensagem enviada pelo spammer em seu programa leitor de emails, o Web bug é acessado e o spammer tem a confirmação de que o endereço de e-mail do "fulano" é válido.

Para impedir que este artificio tenha sucesso e evitar que um endereço de e-mail seja validado por um spammer, é possivel desabilitar no programa leitor de e-mails o modo de visualização no formato HTML.

 

Como fazer para filtrar os e-mails de modo a barrar o recebimento de spams?

Existem basicamente dois tipos de software que podem ser utilizados para barrar spams: aqueles que são colocados nos servidores, e que filtram os e-mails antes que cheguem até o usuário, e aqueles que são instalados nos computadores dos usuários, que filtram os e-mails com base em regras individuais de cada usuário.

Podem ser encontradas referências para diversas ferramentas de filtragem de e-mails nas páginas abaixo:

• Spam e-mail blocking and filtering – http://spam.abuse.net/userhelp/#filter
• Anti Spam Yellow Pages – http://www.antispamyellowpages.com/

Também é interessante consultar seu provedor de acesso, ou o administrador de sua rede, para verificar se existe algum recurso anti-spam disponivel e como utilizá-lo.

Para quem devo reclamar quando receber um spam?

Deve-se reclamar de spams para os responsáveis pela rede de onde partiu a mensagem. Se esta rede possuir uma política de uso aceitável, a pessoa que enviou o spam pode receber as penalidades que nela estão previstas.
Muitas vezes, porém, é dif´icil conhecer a real origem do spam.

Os spammers costumam enviar suas mensagens através de máquinas mal configuradas, que permitem que terceiros as utilizem para enviar os e-mails. Se isto ocorrer, a reclamação para a rede de origem do spam servirá para alertar os seus responsáveis dos problemas com suas máquinas.
Além de enviar a reclamação para os responsáveis pela rede de onde saiu a mensagem, procure manter o e-mail mail-abuse@cert.br na cópia de reclamações de spam. Deste modo, o CERT.br pode manter dados estatisticos sobre a incidência e origem de spams no Brasil e, também, identificar máquinas mal configuradas que estejam sendo abusadas por spammers.

Vale comentar que recomenda-se não responder a um spam ou enviar uma mensagem solicitando a remoção da lista de e-mails.
Geralmente, este é um dos métodos que os spammers utilizam para confirmar que um endereço de e-mail é válido e realmente alguém o utiliza.

 

Que informações devo incluir numa reclamação de spam?

Para que os responsáveis por uma rede possam identificar a origem de um spam é necessário que seja enviada a mensagem recebida acompanhada do seu cabeçalho completo (header).
É no cabeçalho de uma mensagem que estão as informações sobre o endereço IP de origem da mensagem, por quais servidores de e-mail a mensagem passou, entre outras.

Informaçes sobre como obter os cabeçalhos de mensagens podem ser encontradas em http: //www.antispam.org.br/header.html.

Informações sobre como entender os diversos campos normalmente encontrados nos cabeçalhos de e-mails estão disponiveis nas páginas abaixo (em inglês):

• Reading Email Headers – http://www.stopspam.org/email/headers.html
• Tracking Spam – http://www.claws-and-paws.com/spam-l/tracking.html

fonte: Cert.br

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CURIOSIDADES


Como Surgiram os Spams

Diferente de muitos termos usado na informática, spam não é nenhuma abreviação sobre algum tipo de assunto, na verdade, a palavra “spam” é uma marca de presunto enlatado, e seu fabricante a escreve com letras maiúsculas SPAM, conforme apresentado na figura.

 

 


  Enlatado SPAM

 

Segundo Teixeira (2004) em seu livro, COMBATENTO O SPAM, a ligação dessa palavra e mensagens de e-mail não solicitadas, deve-se a um episódio de uma série de televisão de da década de 70 de comediantes britânicos intitulados como Monty Python. Acontece a analogia em uma cena que se passa em um restaurante, no qual todos os pratos do cardápio eram servidos com “SPAM” (presunto enlatado), e quando a garçonete lia o cardápio para os clientes, repetia muito a palavra “SPAM”, e um grupo de vikings sentado na mesa ao lado, ficavam cantando "SPAM, SPAM, SPAM, SPAM, SPAM, SPAM, SPAM, SPAM, lovely SPAM! Wonderful SPAM!", interrompendo a garçonete.



A primeira mensagem eletrônica intitulada como spam na Internet foi por causa de Laurence Canter e Martha Siegel, dois advogados da cidade de Phoenix dos Estados Unidos, que trabalhavam em casos de imigração, enviaram uma mensagem anunciando serviços para ajudar as pessoas a ganhar visto de permanência (Green Card) nos EUA. Por causa disso, a mensagem é hoje conhecida como "Green Card Spam" e, na época, imediatamente já gerou as mesmas reações que o spam atual, com discussões sobre ética e se era legal ou não a prática. No dia 12 de abril os dois advogados usaram uma tática comparada com spammers da atualidade, contrataram um programador para criar um script (hoje em dia ainda é assim) e enviar o anúncio da dupla para todos os milhares de grupos de notícias da Usenet. O programa funcionou e todos receberam o primeiro spam em larga escala da história, e assim o spam passou a ser conhecido e usado com maior freqüência. Teixeira (2004).

Em livros técnicos sobre servidores de e-mail e sistemas contra o spam é muito comum encontrar o termo “spam” e “ham”. Spam seria quando a mensagem de e-mail é considerada um spam realmente e um ham é quando a mensagem de e-mail não é spam, ou seja, um presunto, uma analogia por causa do surgimento do termo.



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